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As Piores Coisas (7/8)

domingo, 31 de julho de 2011
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 sermão “A Divine Cordial” (Um Tônico Divino)- 1663
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Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Romanos 8:28)

4. O mal do PECADO coopera para o bem daqueles que temem a Deus.

O pecado em sua própria natureza é condenável – mas Deus em Sua infinita sabedoria faz com que coisas boas venham daquilo que parece se opor a elas. Realmente, é de se admirar, que algum melsaia desse leão! Nós podemos entender isso de duas maneiras.
(4.1). Os pecados de OUTROS são governados para o bem dos que temem a Deus.
Não é um pequeno problema para um coração gracioso viver em meio aos perversos. “Ai de mim, que peregrino em Meseque” (Salmos 120:5). Contudo, até isso o Senhor transforma em bem. Pois:
(4.1.1). Os pecados dos outros cooperam para o bem dos que temem a Deus – de maneira a gerar uma tristeza santo.
O povo de Deus chora por aquilo que não podem reformar. “Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei.” (Salmos 119:136). Davi era alguém que chorava pelos pecados das eras; seu coração se transformava em uma fonte – e seus olhos em rios! Homens perversos se alegram com o pecado. “Quando tu fazes mal, então, andas saltando de prazer.” (Jr. 11:15, ARC). Mas os tementes são pranteadores; eles se compadecem pelos juramentos e blasfêmias das eras. Os pecados dos outros, assim como lanças, perfuram suas almas!
Esse sofrimento pelos pecados de outras pessoas é bom. Ele mostra um coração como o de uma criança, que se entristece com as agressões cometidas contra nosso Pai. Ele também mostra um coração como o de Cristo. “condoendo-se da dureza do seu coração” (Marcos 3:5). O Senhor dá uma atenção especial para essas lágrimas. Ele se agrada disso – que choremos quando Sua glória sofre. Se condoer com os pecados dos outros demonstra mais graça do que condoer-se pelos próprios pecados. Nós podemos nos condoer por nossos pecados – por medo do inferno; mas condoer-se pelos pecados de outras pessoas – vem do princípio de amar a Deus. Essas lágrimas caem como água de rosas – que são doces e cheirosas, e Deus as coloca em Sua garrafa! “Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?” (Salmos 56:8)
(4.1.2). Os pecados dos outros cooperam para o bem dos que temem a Deus – de maneira a estabelecer mais orações contra o pecado.
Se não houvesse tamanho espírito de perversidade pelo mundo, talvez não haveria tamanho espírito de oração. Grandes pecados geram grandes oradores! O povo de Deus ora contra a iniqüidade dos tempos – que Deus dê um ultimato ao pecado, que Ele envergonhe o pecado. Se eles não podem orar pelo fim total do pecado, eles oram contra ele; e isso Deus recebe gentilmente. Essas orações serão tanto gravadas, como recompensadas. Mesmo que não prevaleçamos em oração, não devemos deixar de orar. “minha oração voltava para o meu seio” (Salmos 35:13).
(4.1.3). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a nos tornar mais apaixonados pela graça.
Os pecados dos outros são um contrastre que realça mais o brilho da graça. Um contrário expõe o outro: deformação expõe beleza. Os pecados dos perversos os desfiguram. Orgulho é um pecado desfigurador; dessa maneira, contemplar o orgulho de outras pessoas nos torna mais apaixonados pela humildade! Malícia é um pecado desfigurador, é a imagem do diabo; quanto mais dela vemos nos outros, mais nos apaixonamos pela mansidão e caridade. Alcoolismo é um pecado desfigurador, ele transforma homens em monstros, ele priva o uso da razão; quanto mais embriagados vemos os outros, mais devemos amar a sobriedade. O lado negro do pecado, expõe muito mais a beleza da santidade.
(4.1.4). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a gerar em nós maior oposição contra o pecado.
“Pois eles têm quebrantado a tua lei. Por isso amo os teus mandamentos” (Salmos 119:126-127). Davi nunca teria amado tanto a lei de Deus, se os perversos não tivessem se oposto tanto a ela. Quão mais violentos os outros são contra a verdade, mais valentes os santos são a favor dela. Peixes vivos lutam contra a corrente. Da mesma maneira, quanto mais a maré do pecado avança, mais os tementes a Deus nadam contra ela! As impiedades dos tempos provocam paixões santasnos santos! Essa ira é sem pecado – a qual é contra o pecado. Os pecados de outros são como um amolador que nos deixa mais afiados; eles afiam nosso zelo e indignação contra o pecado!
(4.1.5). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a nos fazer mais zelosos no desenvolvimento da nossa salvação.
Quando vemos homens perversos sofrerem tantas dores pelo inferno – isso nos torna mais diligente para o céu. Os perversos não têm nada para encorajá-los – mesmo assim eles pecam. Eles experimentam vergonha e desgraça, passam por cima de qualquer oposição. As Escrituras estão contra eles, suas consciências estão contra eles, existe uma espada flamejante no caminho – e mesmo assim eles pecam. Os corações daqueles que temem a Deus, ao verem os perversos se enlouquecerem pelo fruto proibido, e se consumirem a serviço do diabo – são ainda mais encorajados e despertados nos caminhos de Deus. Eles vão tomar os céus como se fosse pela tempestade. Os perversos são como camelos – correndo atrás dos pecados (Jr. 2:23). E nósrastejamos como lesmas na piedade? Será que os pecadores impuros devem servir mais ao diabo que nós a Cristo? Será que eles devem ser mais empolgados em ir para a prisão do inferno do que nós para o reino dos céus? Eles nunca se cansam do pecado e nós nos cansaremos da oração? Não temos nós um melhor Mestre que eles? Não são os caminhos da virtude agradáveis? Será que não existe alegria no caminho do dever, e o paraíso no final? A atividade dos filhos de Baal no pecado é um alerta para os tementes apertarem o paço, e correrem o mais rápido para o paraíso!
(4.1.6). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a servires como óculos que nos permite enxergar nossos próprios corações.
Estamos vemos um miserável e hediondo ímpio? Contemple a imagem de nossos próprios corações! Seríamos desta maneira – se Deus nos deixasse! O que existe nas práticas dos perversos está em nossa própria natureza. O pecado na vida dos ímpios é como um fogo que lança chamas e labaredas para a frente; o pecado na vida do servo é como um fogo nas brasas. Cristãos, apesar de vocês não se lançarem em uma chama de escandaloso pecado, vocês não têm motivo para se gabar, pois existe a mesma quantidade de pecado nas brasas das suas naturezas. Vocês possuem a raiz de todos os pecados dentro de vocês, e vocês daria os mesmos frutos infernais que qualquer ímpio se Deus não o tivesse curvado pelo Seu poder ou transformado por Sua graça!
(4.1.7). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a ser o meio de fazer o povo de Deus ser mais agradecido.
Quando você vê alguém infectado com uma praga, quão agradecido você é que Deus o preservou dela! É um bom uso que pode ser feito dos pecados dos outros nos tornar mais agradecidos. Porque será que Deus não nos abandonou ao mesmo excesso de perversidade? Pense com vocês mesmos, cristãos, por que Deus deveria ser mais misericordioso com você do que com outro? Por que ele deveria tomar você, como tição tirado do fogo e não ele? Como isso deve fazer vocês adorarem a graça gratuita! O que os fariseus disseram se gabando, nós podemos dizer agradecidos, “O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, etc.” (Lucas 18:11)
Se nós não somos tão perversos como outros – nós deveríamos adorar as riquezas da graça gratuita! Toda vez que vemos homens correndo para o pecado devemos agradecer a Deus que não somos nós. Se olharmos para uma pessoa louca, agradecemos a Deus que o mesmo não ocorreu conosco. Ainda mais, quando vemos outros sob o controle de Satanás – quão agradecidos deveríamos ser, que esta não é mais a nossa condição! “Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros .” (Tito 3:3)
(4.1.8). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a serem meios de tornar o povo de Deus melhor.
Cristãos, Deus pode fazer de você um ganhador através do pecado de outra pessoa. Quão mais ímpios os outros são, mais santo vocês devem ser. Quanto mais os perversos se entregam ao pecado – mais um servo se entrega a oração. “Mas eu faço oração.” (Salmos 109:4).
(4.1.9). Os pecados dos outros cooperam para o bem – de maneira a nos proporcionar uma oportunidade de fazer o bem.
Se não houvesse pecadores, nós não esteríamos em tanta capacidade para o serviço. Os piedosos geralmente são os meios para converter os perversos; seus conselhos prudentes e seu bom exemplo é um atrativo e uma isca para trazer os pecadores a acreditar no evangelho. A doença do pacientecoopera para o bem do médico, através da cura do paciente, o médico se enriquece. Da mesma maneira, através da conversão dos pecadores de seu caminho errado, nossa coroa se torna maior. “Os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (Dn. 12:31). Não comolâmpadas ou velas – mas como as estrelas para sempre! Portanto nós vemos que os pecados dos outros são governados para o nosso bem.
Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

As Piores Coisas (6/8)

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 sermão “A Divine Cordial” (Um Tônico Divino)- 1663
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Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Romanos 8:28)

3. O mal do ABANDONO coopera para o bem do piedoso.

(4). COMO esses abandonos cooperam para o bem do piedoso.
1. O abandono cura a alma da preguiça. Encontramos a esposa caída na cama da preguiça: “Eu dormia” (Ct. 5:2). E logo Cristo havia ido embora. “Meu amado tinha se retirado” (Ct. 5:6). Quem conversará com alguém que está sonolento?
2. O abandono cura a afeição desordenada do mundo. “Não ameis o mundo” (1João 2:15). Podemos segurar o mundo como um ramo de flores em nossa mão; mas ele não deve estar muito perto do nosso coração! Podemos usá-lo como uma pousada onde comemos a refeição; mas ele não pode ser nosso lar. Talvez, essas coisas seculares roubem demais o coração. Homens piedosos são muitas vezes vergados pela superabundância de coisas temporais, e embriagados com os saborosos deleites da prosperidade. E tendo manchado suas asas prateadas de graça, e muito desfigurado aimagem de Deus esfregando-a contra a terra; o Senhor, para recuperá-los disso, esconde Sua face em uma nuvem. Esse eclipse tem bons efeitos; ele escurece toda a glória do mundo, e faz com que ela desapareça.
3. O abandono coopera para o bem — enquanto faz com que os santos valorizem o semblante de Deus mais do que nunca. “Tua graça é melhor que a vida” (Salmo 63:3). Ainda assim, a frequência dessa misericórdia a reduz em nossa estima. Quando pérolas se tornaram comuns em Roma, elas começaram a ser desconsideradas. Deus não tem maneira melhor de nos fazer valorizar Seu amor, do que removê-lo por um tempo. Se o sol brilhasse não mais que uma vez por ano, como ele seria valorizado! Quando a alma tem sido ignorada por muito tempo com o abandono, ah, quão bem vindo é agora o retorno do Sol da justiça!
4. O abandono coopera para o bem — enquanto é o meio de tornar o pecado amargo para nós. Pode haver maior tristeza do que ter a desaprovação de Deus? O que faz o inferno, senão a ocultação do rosto de Deus? E o que faz Deus esconder Seu rosto, senão o pecado? “Levaram meu Senhor, e eu não sei onde o puseram” (João 20:13). Exatamente assim, nossos pecados levaram o Senhor, e nós não sabemos onde ele O pôs. O favor de Deus é a melhor joia; pode adoçar uma prisão e desenvenenar a morte. Ah, quão odioso então é o pecado, que nos rouba a nossa melhor joia! O pecado fez Deus abanadonar seu templo (Ezequiel 8:6). O pecado faz com que Ele apareça como um inimigo, e Se vista com armadura. Isso faz a alma buscar o pecado com um santo rancor, e se vingar por isso! A alma abandonada dá ao pecado fel e vinagre para beber, e, com a lança da mortificação, deixa correr o sangue de seu coração!
5. O abandono coopera para o bem — quando faz com que a alma chore pela perda de Deus. Quando o sol se vai, o orvalho cai; e quando Deus se vai, lágrimas caem dos olhos. Como Mica ficou perturbado quando perdeu seus deuses! “Me tomastes os deuses que fiz (…) que mais me resta agora?” (Juízes 18:24). Então, quando Deus se vai, o que mais nos resta? A harpa ou o violino não podem confortar quando Deus se vai. Ainda que seja triste carecer da presença de Deus, é bom lamentar Sua falta.
6. O abandono faz com que a alma busque a Deus. Quando Cristo se foi, a esposa O busca. “O buscarei por todas as ruas e por todas as praças” (Cantares 3:2). E não O tendo encontrado, ela chora atrás dele: “Vistes aquele a quem ama minha alma?” (Cantares 3:3). A alma abandonada atira para o alto saraivadas de suspiros e gemidos. Ela bate nos portões celestiais através da oração; ela não consegue descansar até que os raios dourados da face de Deus brilhem!
7. O abandono coloca o cristão sob questionamento. Ele questiona a causa do afastamento de Deus. Qual foi a maldita coisa que fez Deus se irar? Talvez o orgulho, talvez a preguiça, talvez omundanismo. “Me indignei e puni esse povo avarento. Escondi-me dele.” (Isaías 57:17). Talvez haja algum pecado escondido. Uma pedra no cano impede a corrente de águas. Exatamente assim, viver em pecado impede a doce corrente do amor de Deus. Portanto, a consciência, como um cão de caça, tendo achado o pecado e o surpreendido—este Acã é apedrejado até a morte!
8. O abandono coopera para o bem — enquanto nos dá uma visão do que Jesus Cristo sofreu por nós. Se o gole do cálice é tão amargo, quão amargo era o cálice cheio que Cristo bebeu até a última gota sobre a cruz? Ele bebeu um cálice de veneno mortal, que O fez clamar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 22:46). Ninguém consegue estimar tanto os sofrimentos de Cristo, e ninguém consegue ser tão abrasado pelo amor de Cristo, quanto aqueles que foram humilhados no abandono, e foram suspensos sobre as chamas do inferno por um tempo.
9. O abandono coopera para o bem — enquanto prepara os santos para o consolo futuro. As fortes geadas preparam para as flores da primavera. Esse é o jeito de Deus: primeiroabater, depois consolar (2Coríntios 7:6). Quando nosso Salvador estava jejuando, depois vieram os anjos e O serviram. Quando o Senhor já manteve Seu povo jejuando por muito tempo, depois ele envia o Consolador, e os alimenta com o maná escondido. “A luz é semeada para o justo” (Salmo 97:11). O consolo dos santos pode estar escondido como a semente sob a terra; mas a semente está se rompendo, e irá crescer, e florescer e se tornar colheita!
10. Esses abandonos cooperam para o bem — enquanto tornarão o céu mais doce para nós. Aqui na terra, nossos consolos são como a lua: às vezes são plenos, às vezes diminuem. Deus mostra a Si mesmo a nós por um momento, e então se retira de nós. Como isso realçará mais o céu, e o tornará mais encantador e arrebatador, quando tivermos um constante semblante de amor vindo de Deus! (1Tessalonicenses 4:17).
Assim nós vemos os afastamentos trabalharem para Deus. O Senhor nos traz às profundezas doabandono, para que ele não nos traga às pronfudezas da condenação! Ele nos coloca num aparenteinferno, para que ele nos livre do verdadeiro inferno. Deus está nos ajustando para o tempo em que iremos desfrutar de Seus sorrisos para sempre, quando não haverá nuvens em seu rosto ou pôr do sol; quando Cristo vier para estar com Sua esposa, e a esposa nunca mais dirá: “Meu amado se afastou!”

Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
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Agostinho de Hipona

As Piores Coisas (5/8)

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 sermão “A Divine Cordial” (Um Tônico Divino)- 1663
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Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Romanos 8:28)

3. O mal do ABANDONO coopera para o bem do piedoso.

O mal do abandono coopera para o bem. O cônjuge reclama da deserção. “Meu amado tinha se afastado, e tinha ido!” (Cantares 5:6). Há um afastamento duplo:
Ou em relação à graça, quando Deus suspende a influência de Seu Espírito, e retém as vívidas ações da graça. Se o Espírito se foi, a graça congela na frieza e na indolência.
Ou um afastamento com relação ao conforto. Quando Deus retém as doces manifestações de Seu favor, Ele não olha com um aspecto muito agradável — mas esconde Seu rosto, e parece estar bem distante da alma.
Deus é justo em todos Seus afastamentos. Nós O abandonamos antes que ele nos abandonasse. Nós abandonamos a Deus: quando deixamos de ter comunhão íntima com Ele; quando abandonamos Suas verdades e nos atrevemos a não aparecer a Ele; quando deixamos orientação e condução de Sua palavra, e seguimos a luz enganadora de nossas próprias afeições e paixões corruptas. Nós abandonamos a Deus primeiro; portanto, não temos ninguém para culpar senão nós mesmos.
O abandono é muito triste, pois, assim como quando a luz é retirada, as trevas seguem no ar, assim também quando Deus se retira, há trevas e sofrimento na alma. O abandono é uma agonia da consciência. Deus segura a alma sobre o inferno. “As flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito” (Jó 6:4). Era um costume entre os persas em suas guerras, mergulhar suas flechas em veneno de serpentes para torná-las mais mortais. Assim fez Deus atirar as flechas envenenadas do abandono em Jó, sob as feridas as quais seu espírito deita ensanguentado. Em tempos de abandono, o povo de Deus está inclinado a desanimar-se. Eles contendem contra si mesmos, e pensam que Deus realmente os rejeitou. Portanto, eu receitarei algum conforto para a alma abandonada.
Quando o marinheiro não tem estrela para guiar-lhe — ele ainda tem luz em sua lanterna, que pode ajudá-lo a ver sua bússola; então, eu entregarei quatro consolos, que são como a lanterna do marinheiro, para dar alguma luz quando a pobre alma está navegando na escuridão do abandono e precisa da estrela da manhã.
(1). Somente os piedosos são capazes de sofrer abandono. Os perversos não sabem o que significa o amor de Deus — nem o que significa carecer dele. Eles sabem o que é carecer saúde, amigos, emprego — mas não sabem o que é carecer do favor de Deus. Você teme que você não seja filho de Deus porque está abandonado. O Senhor não pode retirar seu amor dos perversos, porque eles nunca o tiveram. Ser abandonado evidencia que você é um filho de Deus. Como você poderia reclamar que Deus se afastou, se nunca tivesse recebido algumas vezes sorrisos e sinais de amor vindos d’Ele?
(2). Pode haver a semente da graça, onde não há a flor da alegria. A terra pode carecer de uma safra de grãos — e ainda assim pode ter uma mina de ouro em seu interior! Um cristão pode ter a graça em seu interior, ainda que os doces frutos da alegria não cresçam. Embarcações no mar, que estão fartamente carregadas de joias e especiarias, podem estar na escuridão do abandono, e tão sacudidos que podem pensar que foram jogados na tempestade!  Davi, em um estado de melancolia, ora: “Não retires de mim o teu Santo Espírito” (Salmo 51:11). Ele não ora , diz Agostinho, “Senhor, dê-me o teu Espírito”, mas “Não retires o teu Espírito”, de modo que ele ainda tinha o Espírito de Deus a permanecer dentro dele.
(3). Esses abandonos só duram um tempo. Cristo pode retirar-se, e deixar a alma por algum tempo — mas Ele virá novamente. “Com um pouco de ira escondi a minha face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti” (Isaías 54:8). Quando a água está baixa, a maré subirá novamente. “Não me indignarei para sempre” (Isaías 57:16). A mãe sensível trata seu filho com ira; mas o tomará novamente em seus braços e irá beijá-lo.  Deus pode pôr a alma de lado em ira; mas Ele a tomará novamente em seus abraços amorosos, e mostrará seu estandarte de amor sobre ela.
Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona

As Piores Coisas (4/8)

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 sermão “A Divine Cordial” (Um Tônico Divino)- 1663
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“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Romanos 8:28)

2. O mal da TENTAÇÃO é controlado para o bem do homem piedoso

O mal da tentação coopera para o bem. Satanás é chamado de tentador (Mc 4:15). Ele sempre está armando uma emboscada, ele está continuamente ocupado com um santo ou outro. O diabo tem seu caminho e ele o percorre todos os dias; ele ainda não está totalmente aprisionado, mas como um prisioneiro que sai sob fiança, ele anda por aí com o intuito de tentar os santos. Esta é uma grande molestamento para um filho de Deus. Com relação às tentações de Satanás, há três coisas que precisam ser consideradas:
(1). Seu método usado na tentação.
(2). A extensão do seu poder.
(3). Estas tentações são controladas para o bem.

(3). Estas tentações são controladas para o bem dos filhos de Deus. Uma árvore que é balançada pelo vento é mais fixada e enraizada. Desta forma, os ventos de uma tentação fazem um Cristão fixar mais na graça. As tentações são controladas para o bem em oito maneiras.
(3.5). Tentações cooperam para o bem — enquanto Deus faz com que aqueles que são tentados, sejam capazes de confortar a outros na mesma angústia. Um cristão deve estar sob as bofetadas de Satanás, antes que ele possa dizer uma palavra em determinado tempo àquele que está cansado. Paulo era bem experimentado em tentações. “Não somos ignorantes quanto aos seus ardis” (2Co. 2:11). Portanto, ele era capaz de instruir a outros sobre as malditas artimanhas de Satanás (1Co. 10:13). Um homem que cavalgou por um lugar onde há pântanos e areias movediças é o mais apto para guiar outros pelo caminho perigoso. Aquele que sentiu as garras do leão que ruge, e que já sangrou sob essas feridas, é o mais apto para lidar com aquele que é tentado. Ninguém pode descobrir melhor as artimanhas de Satanás do que aqueles que passaram um longo tempo na escola de esgrima da tentação. 
(3.6). As tentações cooperam para o bem — enquanto desperta compaixão paternal em Deus para com aqueles que são tentados. O filho que está doente e ferido é o mais cuidado. Quando um santo está sob os ferimentos das tentações, Cristo ora, e o Deus Pai tem compaixão. Quando Satanás deixa uma alma febril, Deus vem com um remédio; o que fez Lutero dizer que as tentações são os abraços de Cristo, pois dessa forma Ele manifesta a Si mesmo mais docemente à alma. 
(3.7). As tentações cooperam para o bem — enquanto fazem os santos desejarem mais o céu. Lá eles estarão fora da mira; o céu é o lugar de descanso. Nenhuma bala de tentação voa até lá. A águia que plana pelo ar e pousa sobre as altas árvores não se preocupa com a picada da serpente. Só assim, quando os crentes sobem aos céus, não serão molestados pela antiga serpente, o diabo. Nesta vida, quando uma tentação acaba, outra vem. Isso faz com que o povo de Deus deseje a morte — que os chama para fora do campo de batalha onde as balas voam tão depressa — e para receber a coroa vitoriosa, onde nem tambores nem canhões, mas harpa e violino, soarão eternamente.
(3.8). As tentações cooperam para o bem — enquanto envolvem a força de Cristo. Cristo é nosso Amigo, e quando somos tentados, ele disponibiliza todo Seu poder trabalhando por nós. “Uma vez que ele mesmo passou por sofrimentos e tentações, é capaz de socorrer aqueles que são tentados” (Hb. 2:18). Se uma pobre alma fosse lutar sozinha contra o Golias do inferno, ela com certeza seria subjugada; mas Jesus Cristo traz Suas forças auxiliares e nos dá novos suprimentos de graça. “Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou!” (Romanos 8:37). Então o mal da tentação é tornado em bem.

Pergunta:
Mas às vezes Satanás desvia um filho de Deus. Como isso coopera para o bem?
Resposta:
Eu garanto que, através da interrupção da graça divina, e a fúria de uma tentação, um santo pode ser superado; ainda que esse desvio por uma tentação seja tornado em bem. Por esse desvio, Deus abre caminho para aumento de graça. Pedro era tentado em autoconfiança, ele confiava em sua própria força; e Cristo deixou que ele caísse. Mas esse feito para seu bem lhe custou muitas lágrimas. “Ele saiu e chorou amargamente” (Mt. 26:75). E agora ele cresce menos dependente de si mesmo. Ele ousou não dizer que amava a Cristo mais do que os outros apóstolos. “Você me ama mais do que os outros?” (João 21:15). Ele ousou não dizer — então sua queda em pecado quebrou o pescoço do seu orgulho!
O desvio por uma tentação causa mais prudência e vigilância em um filho de Deus. Embora Satanás o tenha laçado antes no pecado, no futuro ele será mais cauteloso. Ele terá o cuidado de não chegar mais perto da corrente do leão. Ele está mais vigilante e temeroso nas ocasiões do pecado. Ele nunca sai sem sua armadura espiritual, e ele envolve sua armadura com oração. Ele sabe que anda em chão escorregadio, portanto observa sabiamente seus passos. Ele mantém uma sentinela em sua alma, e quando vê o diabo chegando, ele toma suas armas espirituais e exibe o escudo da fé (Ef. 6:16). Isso tudo é a ferida que o diabo causa quando desvia um santo pela tentação — ele o cura de sua negligência; ele o faz observar e orar mais. Quando feras selvagens passam pela cerca e danificam os grãos, o homem fará uma cerca mais forte. Só assim, quando o diabo passa pela cerca com uma tentação, o cristão estará certo de consertar sua cerca;  ele será mais temeroso com o pecado, e mais cuidadoso com o serviço. Assim, ser derrotado pela tentação coopera para o bem.
Objeção:
Mas se ser desviado coopera para o bem, isso faz com que os cristãos não se importem se forem subjugados pelas tentações ou não.
Resposta:
Há uma grande diferença entre cair em uma tentação e correr para uma tentação. O cair em uma tentação cooperará para o bem, não o correr para ela. Aquele que cai num rio é digno de socorro e compaixão — mas aquele que desesperadamente corre para o rio é culpado de sua própria morte. É loucura correr para o covil de um leão. Aquele que se joga em uma tentação é como o rei Saul, que caiu sobre sua própria espada.
De tudo o que foi dito, veja como Deus desaponta a antiga serpente, fazendo com que suas tentações se voltem para o bem de Seu povo. Sem dúvida, se o diabo soubesse quantos benefícios advêm aos santos pela tentação, ele evitaria tentar. Lutero disse uma vez: “Há três coisas que criam um homem piedoso: oração, meditação e tentação.”  Paulo, em sua viagem a Roma, deu-se com um vento contrário (Atos 27:4). Então o vento da tentação é um vento contrário ao do Espírito; mas Deus faz uso desse vento cruzado para soprar os santos para o céu!

Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
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Agostinho de Hipona

As Piores Coisas (3/8)

sexta-feira, 15 de julho de 2011













sermão “A Divine Cordial” (Um Tônico Divino)- 1663
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“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”. (Romanos 8:28)

2. O mal da TENTAÇÃO é controlado para o bem do homem piedoso

O mal da tentação coopera para o bem. Satanás é chamado de tentador (Mc 4:15). Ele sempre está armando uma emboscada, ele está continuamente ocupado com um santo ou outro.  O diabo tem seu caminho e ele o percorre todos os dias; ele ainda não está totalmente aprisionado, mas como um prisioneiro que sai sob fiança, ele anda por aí com o intuito de tentar os santos. Esta é uma grande molestamento para um filho de Deus.  Com relação às tentações de Satanás, há três coisas que precisam ser consideradas:
(1). Seu método usado na tentação.
(2). A extensão do seu poder.
(3). Estas tentações são controladas para o bem.

(1). O MÉTODO de Satanás na tentação. Aqui tome nota de duas coisas. Sua violência na tentação; nisso ele é o dragão vermelho.  Ele labora para tempestuar o castelo do nosso coração, ele lança pensamentos de blasfêmia, ele nos tenta para negar Deus. Esses são os dardos ardentes que ele atira, pelos quais ele inflamaria as paixões. Note também, sua sutileza na tentação; e nisso ele é a antiga serpente. Há cinco principais sutilezas que o diabo usa.
(1.1). Ele observa seu temperamento e constituição, e lança iscas apropriadas de tentação. Como o fazendeiro, ele sabe qual semente é melhor para o solo. Satanás não tentará de forma contrária ao temperamento e à disposição natural. Este é seu plano, ele faz o vento e a onda virem juntos; desta forma a onda natural do coração corre e vento da tentação sopra. Embora o diabo não possa conhecer os pensamentos dos homens, ainda sim ele conhece seus temperamentos, assim ele lança suas iscas adequadamente. Ele tenta o homem ambicioso com uma coroa e o homem lascivo com a beleza.
(1.2). Satanás espera à hora certa para tentar, como um astuto pescador que lança seu anzol exatamente quando o peixe irá morder. Geralmente a hora que Satanás usa para nos tentar é depois de uma ordenança; e a razão é: ele acha que nessa hora ele vai nos encontrar mais seguros. Quando acabamos de realizar deveres solenes, estamos aptos a pensar que está tudo feito, aí ficamos preguiçosos, e abandonamos aquele zelo e fervor de antes; como um soldado, que depois da batalha abandona a armadura, sequer sonhando com um inimigo. Satanás fica atento esperando a hora certa, e quando menos suspeitamos, lança a tentação.
(1.3). Ele faz uso de relações próximas; o diabo nos tenta através de alguém próximo a nós. Deste modo ele tentou Jó através de sua esposa: “Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.” (Jó 2:9). Uma íntima esposa pode ser um instrumento do diabo para tentar ao pecado.
(1.4). Satanás tenta para o mal por meio daqueles que são bons; e deste modo ele dá veneno num cálice dourado. Ele tentou Cristo usando Pedro. Pedro o dissuade do seu sofrimento:  “Senhor, tem compaixão de ti”. Quem imaginaria encontrar o tentador na boca de um apóstolo?
(1.5). Satanás tenta ao pecado sob uma pretensa religião. Ele deve ser mais temido quando ele se transforma em anjo de luz. Ele veio a Cristo com a Escritura em sua boca: “Está escrito”. O diabo joga seu anzol usando a religião. Ele tenta muitos homens à cobiça e extorsão sob a pretensão de provisão para sua família; ele tenta alguns a acabarem com si próprios, para que não mais possam viver pecando contra Deus; mas então ele os lança no pecado, sob a pretensão de estar evitando o pecado.  Estes são seus sutis estratagemas na tentação.

(2). A extensão do seu PODER; até onde alcança o poder de Satanás.
(2.1). Ele pode expor o objeto, como ele expôs a barra de ouro a Acã.
(2.2). Ele pode envenenar a imaginação e insinuar pensamentos malignos àmente. Como o Espírito Santo nos leva a bons pensamentos, assim o diabo nos leva aos maus. Ele pôs no coração de Judas que ele deveria trair Jesus (João 13:2).
(2.3). Satanás pode excitar e provocar a corrupção interior, e operar algum tipo de inclinação no coração a abraçar a tentação. Embora seja verdade que Satanás não pode forçar a vontade a dar consentimento; ainda sim, ele sendo um esperto litigante, pela sua contínua solicitação, ele pode provocar o mal. Deste modo ele provocou Davi a fazer o censo (1Cr 21:1). O diabo pode, pelos seus sutis argumentos, disputar conosco para nos levar ao pecado.

(3). Estas tentações são controladas para o bem dos filhos de Deus. Uma árvore que é balançada pelo vento é mais fixada e enraizada.  Desta forma, os ventos de uma tentação fazem um Cristão fixar mais na graça. As tentações são controladas para o bem em oito maneiras.
(3.1). Tentação conduz a alma à oração. Quanto mais furiosamente Satanás tenta, mas fervorosamente o santo ora.  O cervo, sendo atingido por um dardo, rapidamente corre para a água. Quando Satanás atira seus dardos inflamados na alma, ela corre rapidamente para o trono da graça.  Quando Paulo teve um mensageiro de Satanás esbofeteando-o, ele diz: “Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim” (2Co 12:8). A tentação é um remédio para segurança carnal. Aquelas que nos fazem orar mais são as que mais cooperam para nosso bem.
(3.2). Tentações são meios de se guardar da perpetração do pecado. Quanto mais um filho de Deus é tentado, mais ele luta contra a tentação. Quanto mais Satanás tenta o santo à blasfêmia, mais o santo treme em tais pensamentos e diz: “Retira-te Satanás”.  Quando a senhora de José o tentou a cometer uma loucura, a tentação dela foi muito forte, mas mais forte foi a oposição dele.  Daquela tentação que o diabo usa como um estímulo ao pecado, Deus faz uma rédea para manter o Cristão longe dela.
(3.3). Tentações cooperam para o bem, pois elas abatem o inchaço do orgulho.“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar” (2Co 12:7). O espinho na carne era para perfurar o inchaço do orgulho. Melhor é a tentação que me humilha do que um dever que me faça orgulhoso. Para que um Cristão não se torne arrogante, Deus o deixará cair nas mãos do diabo por um tempo, para que ele seja curado do inchaço do seu orgulho.
(3.4). Tentações cooperam para o bem como uma pedra-de-toque (critério) para testar o que há no coração. O diabo tenta para que ele possa enganar; mas Deus permite que sejamos tentados para nos testar. Tentação é um teste de nossa sinceridade. Ela pode argumentar que nosso coração é puro e leal a Cristo quando a olhamos face a face e viramos às costas a ela. Também testa nossa coragem. “Porque Efraim é como uma pomba ingênua, sem entendimento” (Os. 7:11). Isso pode ser dito de muitos, eles não têm conhecimento; eles não têm conhecimento para resistir à tentação. Tão cedo Satanás vem com uma isca, eles já se rendem; como um covarde, que mau se aproxima o ladrão, e já entrega sua bolsa.

Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
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 “Thomas Watson – As Piores Coisas (3/8)”

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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
Agostinho de Hipona